5 dicas infalíveis para um bom gerenciamento de resíduos

Tempo de leitura: 6 minutos

Quem já leu nossos artigos sobre PGRS e PGRSS, sabe que o gerenciamento de resíduos é um trabalho complexo, que exige dedicação e conhecimento. Estes Planos são importantes norteadores, mas se não forem aplicados corretamente e com ações complementares, poderão se tornar mais um documento esquecido pela empresa.

Hoje, nós vamos apresentar 5 dicas infalíveis para facilitar e otimizar o gerenciamento de seus resíduos, as quais se encaixam muito bem no ciclo PDCA.

Saiba mais sobre o PDCA:

Sistema de Gestão
Sistema de Gestão – Introdução

Vamos lá!

1. Levantar os tipos de resíduos gerados

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Esta dica é muito aplicável à fase de planejamento, pois antes de tomar qualquer ação, você deve conhecer os resíduos que sua empresa gera. Isto vai facilitar a sua vida na hora de traçar as estratégias de destinação final dos mesmos.

Se você não conhece os resíduos gerados, como irá gerenciá-los?

O levantamento de aspectos e impactos ambientais das atividades tem grande importância neste processo.

2. Firmar contratos/parcerias

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É raro encontrar uma empresa que reutilize 100% de seus resíduos internamente. O mais comum é contratar uma empresa que os recolha e os destine a um aterro.

Mas não caia nesta cilada! O bom gerenciamento considera a destinação final ambientalmente adequada dos resíduos, aumentando ao máximo sua vida útil. E a melhor forma é realizando a separação dos resíduos por tipo.

Firmar contratos ou parcerias com empresas de reciclagem, compostagem, grupos de artesãos, dentre outros, é uma estratégia infalível para garantir uma destinação adequada aos resíduos.

Resíduos nobres, como cobre, alumínio, ferro, dentre outros metais, podem ser vendidos a empresas de reciclagem. Elas normalmente compram o resíduo por um valor muito menor do que pagariam pelo material novo e o reciclam. A empresa que vende o resíduo ganha com a venda do material, que seria simplesmente descartado, e garante sua reciclagem.

Resíduos como plástico e papel possuem menor valor agregado, mas ainda assim podem ser vendidos. Como o valor de venda destes materiais às vezes é insignificante para as empresas, muitas optam pela doação deles a cooperativas de catadores, os quais se beneficiam com a renda da venda do resíduo.

Já trabalhei em uma empresa que fazia um trabalho social com um grupo de costureiras. Ao longo do ano a empresa doava fardas inservíveis higienizadas ao grupo; na época da SIPAT, as costureiras doavam à empresa brindes confeccionados a partir das fardas, como estojos, bonés, toucas de soldador e ecobags. Uma ação com muitos beneficiados!

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Atenção: lembre-se de verificar se a empresa, cooperativa ou grupo com a qual será firmado o contrato ou a parceria é realmente séria. Garanta que seu resíduo está recebendo um tratamento ambientalmente adequado. Exija licenças, alvarás e certificados de destinação dos resíduos.

 

3. Buscar apoio dos outros funcionários

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Não há sensação pior do que a de um trabalho que não gera resultados.

O processo de descarte ambientalmente adequado dos resíduos é extremamente dependente da coleta seletiva, que deve ser praticada por todos da empresa. Tentar realizar o gerenciamento sem o apoio dos outros funcionários é como nadar contra a maré.

Você pode adotar diversas estratégias para isto:

- CONSCIENTIZAÇÃO: é a forma ideal. Apesar de trabalhosa e demorada, a conscientização gera resultados que se perpetuam.

- PUNIÇÃO: não é a forma ideal, mas também funciona. A ideia é aplicar punições aos funcionários que não trabalham de acordo com as regras da empresa. As punições podem variar, desde advertências, passando por perda de benefícios, até o próprio desligamento do funcionário. Empresas com sistemas de gestão rigorosos não admitem funcionários que trabalhem em desacordo com sua Política.

Saiba mais sobre a Política de gestão.

Política Capa
Sistema de gestão – Política Ambiental, de Qualidade, e de SST

- BENEFÍCIOS: trata-se de premiar o funcionário por trabalhar de maneira adequada. Os benefícios podem ser diversos, como complementação simbólica em vale alimentação, cestas básicas, almoços especiais, dentre outros. Também não é a forma ideal, pois o funcionário pode atrelar a conduta correta ao benefício, e deixar de agir corretamente na ausência deste.

A adoção destas estratégias simultaneamente gera bons resultados. Note, porém, que todas elas dependem sempre do comprometimento da Alta Direção da empresa. Se esta não for convencida da importância do gerenciamento correto dos resíduos, você não contará com apoio algum e terá grandes chances de fracassar.

Lembre-se também de que, independente da estratégia utilizada, os funcionários devem ser reconhecidos pelo trabalho bem feito!

 

4. Analisar criticamente os dados

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Aqui nós entramos na fase de Verificação. O monitoramento e medição dos dados do gerenciamento faz com que você enxergue os resíduos através de um ângulo estratégico.

Analise quanto de cada tipo de resíduo é gerado mensalmente; compare os quantitativos ao longo dos meses; perceba quais atividades geram mais resíduos; tente perceber quais são os fatores que influenciam a geração.

A partir disso, estabeleça novas estratégias.

Exemplos:

- Você percebe que ao longo dos meses a quantidade de resíduos recicláveis destinados vem diminuindo. Isto pode ser um resultado positivo (por exemplo, processos de uso consciente dos materiais) ou negativo (por exemplo, os funcionários não estão realizando a coleta seletiva corretamente);

- Você percebe que um setor gera grande quantidade de plástico no primeiro trimestre de todo ano. Talvez seja interessante firmar uma parceria com uma cooperativa neste período de cada ano;

- Você percebe uma diminuição drástica na destinação de óleo lubrificante da oficina. Isto pode ser um alerta de que ele está sendo destinado de forma inadequada.

Aproveite para apresentar os resultados aos funcionários. Além de fazer uma propaganda do seu trabalho, você demonstra que a união dos esforços gera grandes benefícios.

 

5. Realizar boas práticas

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As boas práticas são a “cereja do bolo” em um sistema de gestão ambiental. Elas demonstram que seu sistema se encontra em nível de conformidade tão satisfatório que você consegue desenvolver trabalhos além das exigências legais.

As boas práticas dependem da imaginação dos gestores e a consulta aos funcionários pode trazer ideias excelentes.

Algumas ideias:

- Realizar plantio de mudas em capacetes velhos;

- Utilizar restos de tubos de PVC para confeccionar coletores para copos descartáveis;

- Fazer campanha de utilização de papéis de escritório de ambos os lados;

- Utilizar água residual de um processo para regar jardins.

As boas práticas são muito bem vistas por auditores e pelas pessoas em geral. Assim, além de contribuir com o meio ambiente, você ainda melhora a imagem da empresa frente aos funcionários e à sociedade.

Bem interessante, não? Se você também tem alguma dica, não deixe de compartilhá-la conosco!

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